Renúncia de Cláudio Castro provoca reviravolta no comando do Rio de Janeiro
A renúncia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), confirmada nesta segunda-feira (23), abriu um novo capítulo na política fluminense e desencadeou uma série de mudanças imediatas no comando do estado.
Castro deixou o cargo em meio a forte pressão política e jurídica. Entre os principais fatores que pesaram na decisão está o julgamento em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisa acusações de irregularidades eleitorais envolvendo contratações em massa na Fundação Ceperj e na Uerj. O placar parcial já indicava desvantagem para o então governador, aumentando o risco de cassação do mandato.
Além do cenário jurídico desfavorável, a renúncia também tem forte componente eleitoral. Castro pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026, movimento que exigiria sua saída do cargo dentro do prazo legal.
Sucessão e governo interino
Com a saída de Castro, o comando do estado passou de forma interina para o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro. A situação ocorre porque o estado estava sem vice-governador desde 2025, após a renúncia de Thiago Pampolha.
Pela Constituição estadual, caberá agora à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realizar uma eleição indireta para escolher o novo governador e vice que irão completar o mandato até o fim de 2026.
Contexto político e impactos
A saída de Cláudio Castro acontece em um momento de intensa movimentação política no Rio de Janeiro, às vésperas do calendário eleitoral. O estado já vinha enfrentando instabilidade institucional, agravada por disputas judiciais e rearranjos de poder.
O episódio também reforça um cenário de transição no comando político fluminense, com a possibilidade de novas alianças e reposicionamentos visando as eleições estaduais deste ano.