Renúncia de Cláudio Castro provoca reviravolta no comando do Rio de Janeiro

24 de março de 2026 2 min de leitura

A renúncia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), confirmada nesta segunda-feira (23), abriu um novo capítulo na política fluminense e desencadeou uma série de mudanças imediatas no comando do estado.

Castro deixou o cargo em meio a forte pressão política e jurídica. Entre os principais fatores que pesaram na decisão está o julgamento em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisa acusações de irregularidades eleitorais envolvendo contratações em massa na Fundação Ceperj e na Uerj. O placar parcial já indicava desvantagem para o então governador, aumentando o risco de cassação do mandato. 

Além do cenário jurídico desfavorável, a renúncia também tem forte componente eleitoral. Castro pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026, movimento que exigiria sua saída do cargo dentro do prazo legal. 

Sucessão e governo interino

Com a saída de Castro, o comando do estado passou de forma interina para o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro. A situação ocorre porque o estado estava sem vice-governador desde 2025, após a renúncia de Thiago Pampolha. 

Pela Constituição estadual, caberá agora à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realizar uma eleição indireta para escolher o novo governador e vice que irão completar o mandato até o fim de 2026. 

Contexto político e impactos

A saída de Cláudio Castro acontece em um momento de intensa movimentação política no Rio de Janeiro, às vésperas do calendário eleitoral. O estado já vinha enfrentando instabilidade institucional, agravada por disputas judiciais e rearranjos de poder.

O episódio também reforça um cenário de transição no comando político fluminense, com a possibilidade de novas alianças e reposicionamentos visando as eleições estaduais deste ano.

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