O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) elevou o tom das críticas após o boato sobre uma hipotética conversa entre o vice-governador Felipe Camarão e o governador Carlos Brandão.
Jerry chamou de “arrogância” e “estupidez política” a ilação de que o governador teria “exigido” a renúncia de Camarão junto com ele próprio para que a presidente da Assembleia, Iracema Vale, assuma o governo.
Nenhum surpresa na reação. O ex-lugar tenente do governo Flávio Dino é usuário contumaz de certo estilo ferino e ressentido em sua retórica. Age como se ainda estivesse no posto de homem forte do governo comunista. Só que não.
Se houve, de fato, a conversa é um ritual absolutamente natural na política. Conversas, acordos de bastidores e ajustes são quase procedimentos padrões no mundo político. O ex-presidente FHC dizia mesmo que a política é “a arte de conversar”.
Trazer a público o assunto – certamente com verniz mais forte e com crítica ferina escorrendo – é atitude mais do que infantil: é a mais pura demonstração de arrogância de quem quer impor ao governador uma candidatura em último lugar nas pesquisas.
Quem fez coro às declarações do parlamentar foi o ex-secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, que declarou nas redes sociais que “renunciar ou não renunciar é um problema exclusivo de Brandão”.
Se essa for a conhecida humildade do grupo dinista, o que será da arrogância?






