Chega a soar ridículo exigir explicações da Secretaria de Segurança Pública pelo simples fato de um profissional ter faltado ao serviço. A lógica embutida no discurso do deputado beira o absurdo administrativo: seria razoável imaginar que o Estado tivesse de capturar, vigiar ou escoltar diariamente cada agente público que, por decisão individual, resolvesse não comparecer ao trabalho?
A ausência injustificada é uma falta funcional que deve ser apurada nos termos da lei, como ocorre em qualquer instituição pública ou privada, e não um indício automático de colapso da gestão da segurança. Transformar um ato individual em falha sistêmica revela mais sobre a fragilidade do argumento do que sobre a atuação da Secretaria.






