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Deputado Edson Araújo se envolve em escândalo e agrava situação com ameaças — jogada que mistura burrice e desespero

Deputado Edson Araújo se envolve em escândalo e agrava situação com ameaças — jogada que mistura burrice e desespero

O cenário político no Maranhão ganhou nesta semana mais um capítulo que revela, ao menos, falta de inteligência por parte do deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA). Ele aparece envolvido não só em investigações sobre irregularidades, como também em ameaças diretas via WhatsApp ao colega de partido, o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA). A combinação é potente: escapar de uma saia-justa para entrar em outra.

Edson Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade que está sendo investigada pela Polícia Federal e pela Controladoria‑Geral da União (CGU) no bojo da chamada “Operação Sem Desconto”, que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. 

Segundo o deputado Duarte Jr., foram identificados mais de R$ 5 milhões em repasses da entidade para contas ligadas ao parlamentar estadual e a seus assessores. 

Ainda, um relatório citado por fontes extra-oficiais da mídia aponta que parte dos pagamentos envolvidos no esquema de “seguro-defeso” foram feitos a “pescadores-fantasmas” ou beneficiários que não exercem a atividade pesqueira. 

A burrice da reação

Se já era problemático estar na mira da PF/CGU, Edson Araújo resolveu agravar o quadro ao enviar, via WhatsApp, ofensas e ameaças explícitas ao colega Duarte Jr. O teor das mensagens: “Palhaçada. Quer aparecer. Lugar de palhaço é no circo” e “Nós ainda vamos nos encontrar”. Quando questionado se se tratava de ameaça, Araújo confirmou: “Estou. Por quê?” 

A falha é dupla: 1) mostrar que está acossado (e portanto vulnerável a investigações) e 2) reagir com agressividade em vez de construir uma defesa racional. No que poderia ser uma defesa discreta ou uma explicação, optou por ameaçar abertamente. Para um parlamentar, isso é, no mínimo, desastrosamente imprudente.

Consequências imediatas

Diante das mensagens, Duarte Jr. registrou boletim de ocorrência na Polícia Legislativa, solicitou proteção para si e para sua família, e pediu à Câmara dos Deputados que a CPMI do INSS convoque Araújo a depor e aprove a quebra de seu sigilo bancário. 

Além disso, o PSB enfrenta crise interna no Maranhão por causa do episódio — duas figuras do mesmo partido, Araújo e Duarte Jr., num embate que expõe fragilidade e confronto interno. 

Qual é o prejuízo político?

Para Araújo, o dano é severo. Ele custa muito politicamente:

Perde credibilidade ao ser implicado em esquema que mira aposentados e pescadores — grupos vulneráveis que dependem de programas sociais. Agrava sua situação ao reagir com grosseria e ameaça, em vez de retratar humildade ou transparência. Dá munição aos adversários dentro e fora do partido. Abre caminho para processos disciplinares, éticos e até investigação criminal, que podem incluir cassação de mandato. 

A moral da história

Num contexto em que o Brasil exige mais responsabilidade dos representantes públicos, a atitude de Edson Araújo é um exemplo de como não agir: numa pinça que combina investigação séria + reação intempestiva = erro político grave.

Se a investigação era complicada, a burrice estava em acelerar a autossabotagem: prefiriu ameaçar em rede de mensagens a explicar ou negociar. Isso sugere que ele, ou não tem domínio da situação ou escolheu o pior caminho na hora de reagir — o que, em política, costuma custar caro.

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